quarta-feira, 18 de julho de 2007

Deixe-me



Fechei a porta, queria me esconder, não sei do que.

Afundei-me no travesseiro, morri de medo.

Enrolei no coberto, quanto pavor, estremeci o corpo inteiro.

Ouvia passos, foram se aproximando, isso foi me perturbando.

Quero sentir minha dor, não interrompa, por favor.

Não tende entender, já sinto até prazer.

Neste sofrimento constante, quero ficar só.

Simplesmente só, sua companhia me repudia.

Deprimo só em te ver, suma da minha frente,

Vá a um lugar diferente, finge não me conhecer.

Minha vida é uma inconstante, vivo os meus instantes.

Vida sem prazer, vivo por viver.

Deixe-me um dia vou vencer.

2 comentários:

Milla Loureiro disse...

minha amiga ta crescendo em seus poemas.cada dia melhores!

Fernando disse...

Reflexo pessoal ou inspiração externa?

Forte!