segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Dias de Carnaval


As janelas foram fechadas a penumbra era a proprietária do espaço,
os risos foram apagados, ficou o barulho insistente da goteira no assoalho
da sala, a casa estava vazia, seus amigos tão chegados ,aqueles do
boteco da esquina, das noites em claro, da pegação, por ali não
apareceram, o silêncio doía suas juntas e o afastava de sua vida
barulhenta, a calmaria foi silenciada por passos firmes, de um salto de
uma mulher, a porta foi aberta com muito cuidado, deixando a mostra
uma mão enrugada, marcada, talvez de uma mulher vivida, mais sem
muito tempo pra si, tamanho o desleixo com suas unhas.
Esperança entra no quarto, e recebe um olhar de misericórdia do seu filho,
que já não tinha nem forças pra falar, muito menos pra pedir perdão á
aquela mulher que muito lhe ofereceu e nada recebeu em troca, a não ser
anos de luta com a vida sem limites do seu filho, mais agora também de
nada adiantava lamuriar, pois seu passado não dá margem ao futuro,
sua vida é o presente, seu momento é agora,
e sua alegria se chama Esperança...



P.s:Pra mudar o rumo desta história visitem oxdosexo, boa leitura.

7 comentários:

Hipatia disse...

Vim retribuir a visita lá na Voz. E agradecer.

Até à próxima :)

Sei que existes disse...

A história parece interessante!
Beijocas

Marco Ferreira disse...

A história é bonita. Vou agora ver o resto da mesma.

marinheiroaguadoce a navegar

Jacinta disse...

Bonito o que vc escreve, embora triste. Pra mim, fala de fragmentos do tempo e da luta que se trava em viver o presente ou se preocupar com o futuro. Essa balança que nunca se ajusta.

Um abraço
Jacinta

Adriano Caroso disse...

A foto me deixou com inveja. A perfeição do sincronismo da imagem com o texto é incrível. Texto fantástico e foto nem se fala....

rui disse...

Oi Nanda

Lindo texto!
Gostei da forma como você colocou as palavras.

Deixo um abraço

irneh disse...

Olá

Vim deixar um beijinho, ler-te e desejar um bom fim de semana.