
As janelas foram fechadas a penumbra era a proprietária do espaço,
os risos foram apagados, ficou o barulho insistente da goteira no assoalho
da sala, a casa estava vazia, seus amigos tão chegados ,aqueles do
boteco da esquina, das noites em claro, da pegação, por ali não
apareceram, o silêncio doía suas juntas e o afastava de sua vida
barulhenta, a calmaria foi silenciada por passos firmes, de um salto de
uma mulher, a porta foi aberta com muito cuidado, deixando a mostra
uma mão enrugada, marcada, talvez de uma mulher vivida, mais sem
muito tempo pra si, tamanho o desleixo com suas unhas.
Esperança entra no quarto, e recebe um olhar de misericórdia do seu filho,
que já não tinha nem forças pra falar, muito menos pra pedir perdão á
aquela mulher que muito lhe ofereceu e nada recebeu em troca, a não ser
anos de luta com a vida sem limites do seu filho, mais agora também de
nada adiantava lamuriar, pois seu passado não dá margem ao futuro,
sua vida é o presente, seu momento é agora,
e sua alegria se chama Esperança...
P.s:Pra mudar o rumo desta história visitem oxdosexo, boa leitura.